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Cultura Custom

Publicado: 13/01/2011 em Cultura, Dicas, Motocicletas

Existe uma proximidade muito grande quando chamamos o cinema de “cinema de autor” com o trabalho de customização para carros, motos ou qualquer tipo de veículo. E este universo automotivo vem acompanhado de um bônus da atmosfera que todos que gostam e abraçam, chamam de estilo de vida. A quem já foi numa feira de Cultura Custom entende bem. Nota-se carros, motos, bicicletas customizados em benefício do dono. E existe também, tatuadores, lojas de roupa, acessórios para automóvel ou para casa que de certa forma, dão o ar da graça para uma padronização do ambiente.

HD Deluxe customizada pelo Garage Code Motorcycles - SP

Menos peso para receptividade da massa, pois existem programas que ajudam muito pra isso: Los Angeles e Miami Ink que mostram a desmistificação da tatuagem que até décadas atrás era tido como obra de marginais e presidiários. Ou o programa American Chopper que demonstra como uma moto pode ser construída ou de carcaças ou a partir de uma nova mesmo. Aí nascem as vertentes New School e Old School que tanto vemos em qualquer tipo de cultura de carros, motos, tattoos , pinturas e por aí vai. O importante aqui seria sempre a partir dos punhos, se criar ou redefinir desenhos para customização de tanques, peles, quadros entre outros objetos.

A arte em sim, tem um intuito muito interessante de laços afetivos, pois quando um artista customiza, quer imprimir sua marca no objeto. Aos que de fora olham, entendem esta particularidade da criação e dono, porém, existe o terceiro elemento que se inclui nesta apreciação na qual criatura e dono foram beneficiados: o criador. Alguém vê a obra criada e pergunta se foi fruto de tal criador. A compreensão da obra é dupla: por ser conivente como universo que este (caso traga tatuagem ou moto, por exemplo) venha demonstrar e com o traçado de tal artista.

As feiras custom ficaram muito famosas na Califórnia, onde muitos imigrantes latinos ganhavam carros sucateados e iam reformando e comprando peças em desmanches até reformar o carro todo. No Brasil isso complica muito, pois o Detran ainda não reconhece esta nova classe de customizadores que atrapalham-se em padronizar cores ou motores re aproveitados de leilão ou depósitos.

Eu e Carol na feira Hot Style da Hot Rod Brasil no ABC

A classe tem crescido de forma avassaladora no Brasil com ajuda de Organizações como o Hot Rod Brasil que faz eventos em todo Brasil. Com o aumento e apreciação em maior escala desta cultura, nascem lojas que acompanham e se atualizam para atender aos gostos. E aos desavisados, temos estas lojas em São Paulo que percorrem desde o lado centro até os jardins. No centro,  na Galeria Ouro Velho temos a Barbearia 9 de Julho, criada aos moldes das barbearias da década de 40 e 50 onde os homens achavam ali, seu subterfúgio para o momento masculino de revelações, apostas e debates. Quem for visitar a Barbearia, vai estar aos cuidados de Tiago Secco e Anderson Nápolis. Vale lembrar do produto de fabricação própria, a pomada para modelar cabelos Slick.

Barbearia 9 de Julho

Nos jardins, na Galeria Ouro Fino temos a Breaknecks, loja especializada em vendas de roupas, objetos de decoração entre outras memorabílias da cultura Custom. O proprietário, Ricardo Faria, viveu alguns anos na Europa e chegou ao Brasil em 2009 para criar sua loja. A loja serve até como point a ponto de se distrair horas a fio com tantos objetos por lá. Outra loja que fecha o ciclo da pesquisa de épocas e segmentada em vendas é a Aloha Café Surf de Isabela Casalino, garota especialista em cultura vintage, em especial da cultura Tiki que muitos chamam de havaiano. Conversar com Isabela é ter uma aula do que seria cultura Tiki, mas isso se descobre ao manter contato com a loja.

Fachada da loja Breaknecks na Galeria Ouro Fino - SP

O ambiente acolhedor da loja Breaknecks

Roupas, livros e demais artigos da cultura custom

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