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Ao se assitir as obras de Michael Mann, nota-se sua percepção mais apurada pelo genero policial. Até suas raízes na tv, após seus estudos na Europa se baseiam no envolvimento com series policiais: Havai 50, Starsky and Hutch e o piloto de Vega$. Mas o tom que acompanha toos s trabalhos, talvez tenham vindo de “Police Story” com o policial escritor Joseph Wambaugh que fez co que as histórias tivessem confiabilidade e autenticidade policial, pois o realismo impressionou a critica e público.

a antiga série Hawaii 5O

Seu primeiro grande trabalho premiado com Emmy foi The Jericho Mile, que garantiu a ele, uma produção executiva de Miami Vice e Crime Story, e melhor que direção, foi a influência estética que deu as duas series. Apesar de alguns outros filmes de inicio de carreira, é em Manhunter que notamos algumas parcerias nascerem, como com o diretor de fotografia Dante Spinotti. Ler sobre a repercusão de Manhunter na mídia Americana é de se encher os olhos, pois muita gente gabaritada do ramo policial, como William Petersen ( sim, “o cara” do CSI mesmo) elogiando seu trabalho e usando-o como referência para sua própria prospecção cinematografica. Existem outros filmes como “O Último dos Moicanos”, mas me atenho a falar dos filmes policiais, pois escrever sobre seu trabalho aqui é quase uma auto provocação de criar um piper academico sobre a proximidade da Obra de Mann com jornalísmo investigativo policial. Só é uma pena pensar que a proximidade com a estetica televisiva policial, seja da TV norte Americana, pois a nacional se distancia muito de uma realidade cinematográfica.

a antiga série que Mann produzia

Aliás, o nivel de programas policiais no Brasil é tão caricato que José Padilha teve que caricaturar as figures de jornalismo sensacionalista. De volta aos filmes de tom policial, Fogo contra Fogo marcou minha memoria como uma das melhores cenas de tiroteio urbano no cinema.

O memorável encontro de Pacino e De Niro em "Fogo Contra Fogo"

E em todos outros filmes policiais, o clima é sempre tenso: em O Informante, o personagem de Russel Crowe, passa por paranóias depois que ameaça revelar o segredo da empresa tabagista que trabalhou. Toda construção da paranoia, tem um efeito pungente unido à fotografia digital fria de Spinotti.

Al Pacino e Russel Crowe em "O Informante".

E se usar a mise en scene de Mann com o efeito digital, os sucessores: Colateral e Miami Vice cumprem bem o papel. Porem, os dois filmes tem a direção de fotografia de Dion Beebe, provando que Mann seja um dos diretores que mais sabe dialogar e explorar a fotografia digital, ou a direção fotografica que transita com a camera em recursos policiais, nota-se seu estilo na pegada dos filmes.

Tom Cruise e Jamie Foxx em "Collateral"

Lembro-me de várias vezes que sentei em mesas de bar e conversei com amigos criticos e cinéfilos do quão ousado e bonito foi ver em Miami Vice as imagens assumidamente digitais em locais de cena noturna.

Sua última obra, Inimigos Públicos, em que criou a mise en scene perfeita de um filme de época sobre ultimas investidas do gangster John Dillinger, foi pouco comentada, mas poucos observaram o quão ousado novamente mann foi ao preferir manter o digital inclusive para um filme de época. Toda esta idéia de relembrar a obra de Mann, vem como uma espécie de prequel do que ando querendo pesquisar para criar uma publicação para a pós em artes visuais. Um piper que vai criar uma análise comparativa da estética policial dos filmes de Mann com a veia de jornalismo investigativo. Só precisa encontrar o fio condutor para delinear as duas linhas de análise.

Cena de "Inimigos Públicos".

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